sexta-feira, 27 de abril de 2007

DO DISCURSO À AÇÃO


Uma das coisas que me tenho proposto nestes dias, é pensar (ou pelo menos tentar) na maneira de Deus ver as coisas. E uma delas que me veio imediatamente ao ler a Bíblia, é como nossas atitudes revelam muito do que Deus espera de nós.
Ultimamente, temos abundância de exemplos de pessoas que discursam uma coisa, mas mudam completamente de opinião na área prática.
Mas até quando Deus vai permanecer inerte em relação àqueles que dizem uma coisa e fazem outra?? A Palavra diz o seguinte: "E que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Chegando-se ao primeiro, disse: Filho, vai hoje trabalhar na vinha." Mateus 21.28
A resposta de um dos filhos foi a seguinte: "Sim, senhor"

Que resposta maravilhosa! Coerente, sincera e agradável. Tudo o que o pai precisava ouvir: uma resposta obediente. Na verdade, nós temos visto uma Igreja cheia de filhos assim; com um discurso de obediência na ponta da língua. Quando cantamos aquele cântico cheio de unção, muitos choram já no início dos acordes... Nem precisa falar mais nada... Tá lá o crente estendido no chão! Chora, soluça, parece uma criança... Mas assim que termina o culto ou reunião ou vigília, seja lá onde ele esteja, sua atitude vai na direção contrária a tudo o que ele vivenciou e "pregou com seus gestos e palavras".
Preocupante. Nada temos de diferente das lideranças religiosas contemporâneas do Mestre, que só o questionavam para conseguir encontrar defeitos! Aliás, estamos nos especializando nestes últimos dias, na arte de procurar (e, se não encontrar, fabricar) defeitos. Está tudo errado! Na Igreja, tudo errado. No Pastor, tudo errado. Na sociedade, tudo errado. Na política, (imagina!) tudo errado. Agora, até poder judiciário, tudo errado.
Vivemos dias de crises institucionais. Crises que abalam e esfriam, não refrigeram!

A atitude do outro filho: "Não quero; depois, arrependido, foi."
Interessante. Para Deus, o que fala mais alto é a AÇÃO!
Ação, dispende esforço, trabalho, confiança, domínio próprio, fé, etc, etc e etc.
Falar é fácil, quero ver é fazer! - já ouviu esse ditame?
Pois é.. parece que tem relação com tudo isso que foi escrito aqui.

Para Adão, no princípio, sua tarefa era falar: dê nomes aos animais.
A proibição era na esfera da ação. Da árvore do conhecimento do bem e do mal, não COMERÁS..

Enfim, nossa ação deve ser proporcionalmente mais eficaz que nosso discurso. Discursar também deve ser uma tarefa acionária na área da semeadura: vou pregar para que outros possam agir influenciados pelo discurso, pela pregação da PALAVRA!

Falar e agir! Agir sem falar! Falar para ação e não falatório!

Que nossa vida de atitudes estejam repletas de palavras que saíram do abstrato para tornarem-se realidade.


Pr. Jaaziel Marcelo

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Algo Aconteceu!

Transcrevo abaixo, com autorização do autor (é claro!!), o texto do Pr. Celso Fonseca, de Pirajuí.
O Pr. Celso é um homem de Deus, conhecedor da Palavra, bem como um apaixonado por Missões. Temos estas e outras coisas em comum. Que Deus abençoe você e boa leitura!
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Todos os historiadores reconhecem que “algo aconteceu”, referindo-se aos fatos em torno da ressurreição de Jesus Cristo. É assim que Gary R. Habermas traz o seu comentário sobre as evidências históricas da ressurreição. Essas evidências são comprovadas pelos métodos críticos e aceitas como históricas pela maioria dos estudiosos.
Isso explica por que James Cameron ficou “falando sozinho” com seu documentário “O Sepulcro Esquecido de Jesus” (Que será exibido pela Discovery Channel, dia 29/04, às 20h). Nesse documentário ele insinua que uma ossada encontrada em 1980 na cidade de Jerusalém pertence a Jesus Cristo. Ninguém deu bola para isso porque não há evidências sérias para tal devaneio. Mesmo assim a Revista Galileu faz a seguinte pergunta crucial sobre o tema: teria uma descoberta arqueológica o poder de negar uma verdade da fé como é a ressurreição de Cristo para os cristãos? Para o padre Antonio Manzatto, não: “a teologia nunca disse que a ressurreição é um defunto que se levanta.”
Já para John Dominick Crossan, autor de “A Última Semana”, que foi monge católico, só teria sua fé abalada se este corpo fosse encontrado sem sinais de sofrimento. (para os cinéfilos recomendo “O Corpo”)
A verdade é que a morte de Cristo e sua ressurreição dentre os mortos é a doutrina central da teologia cristã e o fato principal da defesa dos seus ensinos.
Para ser mais claro: quem não crê na ressurreição de Cristo, ainda está sem salvação. A Santa Escritura diz: “Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo.” Romanos 10:9
Para muitos, como o padre Manzatto e o ex-monge Crossan, a ressurreição não é um fato verificável fisicamente ou historicamente. Mas os fatos alistados por Habermas argumentam decisivamente contra cada uma das teorias naturalistas ou gnósticas que influenciam esses teólogos liberais. Por isso quero trazê-los aqui:
1. a morte de Jesus por crucificação;
2. o subseqüente desespero dos discípulos;
3. suas experiências que acreditavam ser aparecimentos do Jesus ressurreto;
4. as testemunhas oculares dos aparecimentos de Jesus;
5. as vidas transformadas dos discípulos;
6. o túmulo vazio;
7. a incapacidade de os líderes judeus desmentirem essas asseverações;
8. a conversão dos céticos Paulo e Tiago, irmão de Jesus;
Só o texto de 1Coríntios 15:3-4 já seria suficientemente aceito como decisivo para comprovar historicamente a ressurreição de Cristo. Esse texto evidencia que Paulo “entrega” um pacote muito mais antigo que ele “recebeu”. Utiliza palavras não-paulinas e usa os nomes de Pedro e Tiago, como também expressões idiomáticas semíticas. Essas evidências mostram que a mensagem da ressurreição corporal de Jesus data realmente dos primeiros anos depois da crucificação. E como diria o ditado: a mentira tem perna curta. Ou como dizem alguns adversários da fé cristã, que a história é escrita pelos vencedores, mas esquecem-se que até o 4º século os cristãos não eram “vencedores” em matéria política e nem econômica, pelo contrário, eram perseguidos até a morte, resistindo na fé, bravamente."

Pr. Celso L. S. Fonseca - Pirajuí/SP

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Viver sem Pecar

"Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar". Gênesis 4.7

O conselho de Deus à Caim, nos mostra o quanto é difícil vivermos sem pecar. Não creio que alguém possa viver esta vida, sem cometer nenhum pecado. Nos poucos anos de vida que vivi (e graças à Deus por serem poucos ainda...), encontrei poucas pessoas que tiveram a ousadia (creio que melhor seria a palavra audácia) de dizer que pecaram "quase nada".
Lembro de um dia ter ouvido um Pastor afirmar que nunca havia dito um palavrão em toda a sua vida. Entretanto, um certo dia quando ficou profundamente irritado, proferiu uma palavra de baixo calão. Ele relatou que sua consciência o acusou de maneira tão forte, que fez um jejum de 40 dias somente a àgua, frutas e verduras, para que voltasse a sentir-se limpo.

Meus amigos, o que é isso?? Tamanho legalismo. Viver sem pecar, só Jesus. Mas tudo bem. As pessoas tem o direito de dizer o que quiserem, não é mesmo? O que me incomoda, é que a nossa situação não difere muito do contexto vivido por Jesus Cristo. Na Igreja, encontramos ainda as classes/seitas farisaicas, saducéias, os doutores da lei (que são aqueles que detém a única e verdadeira forma de hermenêutica bíblica conhecida e aceitável como doutrinária), enfim, nada diferente.

O mais intrigante: se as coisas não mudaram muito, as afirmações de Jesus também não devem ser diferentes. O reino vos é chegado! Queridos, o que quero dizer é que a 2ª vinda de Jesus está mais próxima do que imaginamos.

Se aceitarmos o conselho de Deus para Caim, temos que entender que o pecado cometido por ele, foi o do "Culto da incredulidade"!
Isso mesmo. Culto da incredulidade. Se a oferta de Abel foi aceita por Deus e o autor de Hebreus (Hebreus 11.4) afirma que isso só foi possível pela FÉ, logo (meio que aristotélicamente) a oferta de Caim fora rejeitada pela ausência da mesma, ausência de FÉ.

Essa geração assemelha-se muito com Caim. Culto com tudo que temos direito, mas isentos de FÉ. Temos "data-show", instrumentos, programas de TV, blogs, jornais, revistas, cd's de mensagens e de louvores, internet, orkut, msn, vídeo-conferência, tudo que a tecnologia pode oferecer, mas não temos os mesmos sinais abundantes da Igreja primitiva, porque nos falta a FÉ.

Minha esposa disse ontem a noite, algo muito interessante: "Jesus deve estar como aqueles aposentados e pensionistas do INSS, sentado numa confortável cadeira almofadada de espera, com uma senha na mão, esperando o momento de ser chamado para os cultos que prestamos hoje em dia". Ninguém ousa pregar que fomos salvos para servir e sofrer.

Por que??? Porque ninguém quer ouvir isso. Todos queremos o culto da chave, do pó de ouro, do nome em letras de ouro, do "reprepré do siriri" (como dizia meu amigo e Pastor Luciano Paes).

Queridos, quero alertá-los que está chegando a hora (e já chegou) que os VERDADEIROS ADORADORES necessitam urgentemente adorar a Deus em ESPÍRITO E EM VERDADE. Acompanhado de uma dose extravagante de FÉ!
Caso contrário, corremos o risco de sermos rejeitados e não fazermos bem, como no texto de Gênesis 4, não seremos aceitos. Não sendo aceitos, deixamos o ambiente propício para que o pecado bata na nossa porta. E a arma principal do pecado contra nós é o DESEJO. Ele primeiro estimula nossos sentidos, para poder disseminar em nós o DESEJO por algo desagradável a Deus, mas muito agradável à nossa carne. E isso, o adversário sabe muito bem fazer.

Amados, viver sem pecar é utopia. Não acredito nisso. E digo mais: quando vejo aqueles casais de velhinhos, bem velhinhos mesmo, que dizem em seus depoimentos e testemunhos frases do tipo: "Estamos casados há trinta e tal anos e nunca discutimos ou brigamos". Mentira! Isso é mentira. Perdoem-me, mas é mentira. Isso é impossível. Não acredito.

Portanto, creio sim, numa vida piedosa, cheia de fé, prudência e dependência de Deus. Sem estes elementos, vamos pecar e fazer do pecado, nosso escape, nossa saída de emergência quando nos sentirmos frustrados e fracassados.

Quero estimular você a não pecar. Porém, se você pecar, temos um advogado... ainda. Mas cuidado: vai chegar um dia que Ele vai deixar a defensoria do céu e vai passar a exercer a magistratura divina. Daí, meu irmão, será tarde demais para apelar para Ele.

Vamos cultuar sabendo que sem fé, a brecha se abre para a importunação do pecado. Afirmo que os dardos inflamados do inimigo, descritos na epístola paulina aos Efésios, referem-se a dardos, não flechas. O que o nosso inimigo pode lançar contra nós é pequeno, mas inflamado. Quando penetra nossa carne ou veste, vem acompanhado de fogo que se espalha rapidamente em nosso corpo, queimando-o.

Que Deus nos abençoe e ajude a viver sem o hábito do pecado e diariamente oferecendo a Ele, uma vida de culto aprovado, cheio de FÉ!

Paz do Senhor Jesus seja contigo, hoje e sempre!

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