quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O CALCANHAR DE AQUILES DA IGREJA



O número de divórcios no Brasil cresceu quase dez vezes nas últimas três décadas. Segundo dados do IBGE, o país registrou 16.500 divórcios em 1980. Esse número pulou para 94.896 em 1993 e chegou a 162.244 em 2006. Em 2007, o instituto contabilizou 244.034 divórcios e separações judiciais no Brasil, o que representou 26,64% dos 916 mil casamentos realizados no país no mesmo ano.

Isto significa dizer que, de cada 10 casamentos no Brasil, apenas 8 vão continuar juntos. Considerando o que Jesus disse acerca do casamento, estamos cada vez mais distantes de poder dizer: Eu e a minha casa serviremos ao Senhor!
Estes dados são preocupante e nos levam a fazer algumas perguntas:
  1. A Igreja está exercendo o seu papel de guardiã da sã doutrina e lutando para que seus membros permaneçam sob o manto sagrado do casamento?
  2. Os líderes da Igreja contemporânea estão preparados para enfrentar esta dura realidade ou se adequando à situação e também se divorciando?
  3. A Igreja mantém um programa de apoio à casais em crise ou apenas sobrevive de cursinhos teóricos que se limitam a transmitir conceitos sobre casamento?
  4. A Igreja repete o mesmo discurso de Jesus sobre assunto: o que Deus uniu não separe o homem?
  5. A Igreja oferece um aconselhamento preparatório ao casamento para seus membros que pretendem contrair núpcias ou apenas agenda a cerimônia e "seja o que Deus quiser!" ?
  6. Nossos líderes possuem treinamento específico sobre o assunto ou apenas aprendem "por osmose" o que sabem e transmitem paradigmas teológicos e bíblicos sobre o matrimônio?
  7. Pergunte ao seu líder (caso ele seja casado) se ele é feliz no casamento ou apenas não tem o que reclamar?
  8. O casamento é encarado como parte integrante da missão que foi confiada a nós enquanto discípulos que devem levar a cada dia a sua cruz ou como a única alternativa para satisfazer o desejo sexual enquanto crentes?
  9. O casamento é uma idéia de Deus ou um projeto carente de reformulação com data de validade vencida?
  10. O que será que Jesus pensa sobre o assunto? Será que mudou de idéia? Creio que os dados estão aí para alertar a Igreja. Enquanto estamos preocupados com templos suntuosos e grandiosos, enquanto nos preocupamos com a estética de nossos cultos, enquanto perdemos tempo pensando na satisfação das nossas próprias vaidades, o mais importante está sob ataque.
O casamento não perdeu sua validade, continua a ser um projeto de Deus e o fim último da nossa existência humana na terra. Deus não mudou de idéia. Agora me diga uma coisa: não será este o fator causador de tantas deformações sociais, entre elas, o homossexualismo? Não seria o homossexualismo uma consequencia de casamentos destruídos e desprovidos de figuras paternas e maternas que marcam a nossa história de tal maneira, que nos sentimos estimulados a dar continuidade?
Não seria exagero lembrar que o casamento é uma das figuras utilizadas por Jesus para se referir à sua união com a Igreja. O noivo e a noiva. Que a figura que usou para falar sobre sua 2ª vinda foi uma festa de casamento, as bodas do cordeiro.
O que aconteceu? Onde está o erro ou onde estão os erros?

Não posso crer que existam tantos casamentos irreparáveis. O que é impossível para os homens é possível para Deus! Só há uma limitação: corações duros e fechados. Se há alguma coisa que limita a esfera de ação de Jesus em nossas vidas é um coração fechado. "Eis que estou à porta e bato. Se alguém OUVIR a minha voz e ABRIR a porta, ENTRAREI e CEAREI com ele e ele comigo." Apocalipse 3.20.
Ouvir, abrir são atitudes que dependem de nós. Entrar e cear são atitudes consequentes e estão ligadas. Jesus só entra e participa da nossa mesa se ouvirmos e abrirmos a porta do nosso coração.

Uma das grandes influências é a mídia pós-moderna que apregoa uma vida independente, com as seguintes afirmações subliminares: Casamento é estado de convivência comum e conveniência. Caso não satisfaça pré-requisitos impostos pela personalidade de cada um, não serve. Casamento não é uma missão, é apenas parte da evolução dos relacionamentos. Não é um fim em si mesmo, apenas uma fase que pode ter início, meio e fim.

Devemos fugir desta armadilha ideológica. O casamento é o que a Palavra de Deus diz que é e ponto final. Não há o que dizer nem mais, nem menos sobre o assunto.

Que nossos líderes estejam prontos a agir em defesa do direito de permanecer casado, abrindo mão do que pensamos que somos. Que paguemos o preço de ser o que queremos ser em detrimento de não sermos o que os outros querem que sejamos.

Se Jesus morreu pela sua noiva, qual sacrifício estou disposto a fazer pela minha família?

Shalom e até a próxima!

Pr. Jaaziel Marcelo

Um comentário:

Pr. Marcos Crecchi disse...

O sagrado se tornou profano!

Compartilhe